Reflexões da Sacerdotisa Deva

Após um longo milênio de espera, nosso exílio fora findado graças aos esforços da criatura desperta, a criança de Fragor conhecida por seus feitos contra um dos Arautos do Dracolich Krivoc. Nós retornamos e o mundo está diferente de quando o deixamos. A influência de Inférnia, nossa antiga capital que agora está profanada, ainda é muito forte ainda que seus pecados tenham enfraquecido com o passar dos dias ao passo que os Aasimar enviados pelos nossos Sacerdotes para cumprirem um propósito estão despertando sua natureza celestial.

Dou graças pelo retorno de nossas ilhas flutuantes ao continente de Aylin. Daqui podemos alertar as demais capitais dos perigos que existem nos céus como fazíamos no passado. Nossos mensageiros que visitaram Fragor retornaram com boas novas anunciando que nossas relações políticas com a Coalizão dos Pequenos Nomes permanece intacta de modo que seus Clérigos, Paladinos e Caçadores de Sangue receberão e darão instruções aos nossos Aasimar tanto em conhecimento quando em treinamento.

Os mensageiros que foram a Ael’Fellor ainda estão desacreditados da explosão arcana causada pelo retorno de nossa capital ao continente. O Arquimago Thallan e sua sede insaciável por conhecimento questionou tudo o que podia sobre o local exato da Fenda Arcana na qual nós estávamos durante o milênio. Não me impressiona que os conjuradores desta terra sejam tão curiosos, mas fico decepcionada que o conhecimento deles sobre isso seja ínfimo em comparação ao que Kosmo e Maise possuem após tudo o que passaram diante das Essências Titânicas que aprisionam nossos ancestrais.

O que os mortais desconhecem sobre o que aconteceu com Celéstia é algo que vai além do que os pergaminhos registram sobre nosso passado. Existem cinco Titãs e cada um deles é responsável por um ciclo interminável de eventos. Nós, seres de natureza celestial, representamos a energia positiva dos ciclos forjados pelos Titãs ao passo que os Corruptores representam a energia negativa dos ciclos. O período que ficamos fora de Aylin permitiu que Inférnia influenciasse o mundo na mesma intensidade que nós havíamos influenciado até o momento da queda de sete dos nossos Aasimar que hoje são conhecidos como os Pecados Originais de Aylin como a profecia de Zênite prescreveu.

As luas Cheia e Nova não foram as únicas as receber nossos mensageiros. Em Lumius, os humanos nos receberam com festas. Fomos a procura do Campeão Lunar Crescente, mas os boatos diziam que ele está morto. Ainda assim, por que um novo ser não despertou com a Essência Lunar Crescente se o Grão General Sven das Cordilheiras Uivantes faleceu? Temo que seja necessário enviar um grupo em busca do campeão desaparecido, pois há artefatos com ele que ainda podem ser úteis contra o Dracolich que há de retornar.

Os homens das Terras do Eclipse ainda permanecem ordeiros desde o fim da Guerra dos Doze Clãs. Eles continuam vivendo entre a Força do Tigre e o Espírito do Dragão desde que o Imperador se tornou amigo do Rei dos Dragões, o poderoso Ancião de Platina Bahxis que, além de unificar as Terras do Eclipse, foi o mentor da primeira geração de Anciões do Covil durante a Era Tribal de Aylin. Me impressiona que tal instituição permanece viva a tanto tempo mesmo com todos os conflitos causados por seres caóticos e alguns malignos que passaram por este continente. Os mensageiros que retornaram de Bahxis vieram acompanhados de ovos de dragões como sinal de boa fé dos Anciões do Covil.

Ainda que permaneçam escondidos no submundo de Aylin, é sabido que os Drow possuem total domínio do subterrâneo do continente desde que foram corrompidos pelo sangue de Krivoc e expulsos de Ael’Fellor como os culpados pela primeira ascensão do necromante. Infelizmente, nossos mensageiros ainda não retornaram das capitais Drow e, possivelmente, jamais retornarão porque os Drow são os menores perigos que existem nas profundezas de deste continente. Ainda assim, nada se compara com a recepção dos nossos mensageiros em Inférnia. Sabemos que lá a situação dos Aasimar é consideravelmente complicada porque as famílias conservadoras de Inférnia acreditam que queremos tomar para nós a Capital Profanada.

Diferente das luas Cheia, Crescente, Nova e do Eclipse, a lua Minguante de Aylin nos despreza por medo de algo que, infelizmente para ela, é inevitável. Após um longo período, poderemos fazer nossas peregrinações e trazer a essência do Titã Zênite, o Primordial do Equilíbrio, de volta para minar as forças de Inférnia e, se possível, auxiliar os Tempestuosos de Fragor, os Meio-Sangue de Lumius e os Recrutas do Túmulo contra os últimos contingentes dos cultistas e necromantes de Krivoc.

A situação do continente está precária. Em um espaço de seis meses, dois dos arautos de Krivoc ascenderam e isso significa que a cada minuto o seu retorno está próximo. Um dos assistentes do diplomata Ton’Icho entrou em contato conosco e disseram que há sinais do terceiro Arauto nos arredores da Costa Borrasca e acreditam que seja um dos generais dos exércitos de Krivoc uma vez que ele aparenta ser um Yuan-Ti de nome Narkesh. Se for realmente este o caso, as monstruosidades que aparecerão nas Terras Cheias serão devastadoras, mas nós estaremos lá para auxiliar Fragor e suas guildas aliadas, mas ainda temos uma preocupação menor, ainda que perigosa nas Terras Crescentes.

O Príncipe das Terras Crescentes entrou em contato com todas as capitais conhecidas em busca de auxílio porque seu pai está enlouquecendo a cada dia. O que muitos acreditavam ser uma cegueira após os efeitos da Cólera de Krivoc conhecida como a Névoa Rubra é, na verdade, uma transformação falha de uma criatura desconhecida que deseja a destruição das tribos que a expulsou de seu lar logo que fundaram assentamentos no sul. Alguns dizem que uma fumaça corrosiva emana dos aposentos reais e isso preocupou o jovem príncipe que, então, recorreu aos seus aliados.

Seja nos grandes conflitos contra os Arautos de Krivoc ou em situações locais como os problemas da Corte de Lumius, eu, Sacerdotisa Deva de Nova Celéstia, liderarei meus Celestiais e Aasimar para que Ayla permaneça viva em Ocaso, Aurora e Zênite.

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