Você é o que acha que é?

Autoconhecimento. Muitas pessoas no mundo precisam desenvolver esta habilidade enquanto que outras possuem uma capacidade absurda de autoanálise. Seja qual for o grupo do qual você faça parte, é importante saber que existe um espaço para que cada pessoa seja quem ela quiser ser neste mundo. Se conhecer é o primeiro passo para poder conviver em sociedade uma vez que você sabe quais são suas forças, fraquezas, crenças e limitações. Então, eu lhe pergunto: você realmente é o que acha que é?

A melhor forma de saber se você é tudo aquilo que você se considera é convivendo com outras pessoas. A visão que temos sobre nós mesmos é diferente da visão de cada uma das pessoas que convivem conosco diariamente não apenas porque tomamos atitudes que muitas vezes nós não nos damos conta, mas também porque as pessoas nos olham pelas perspectivas das histórias delas em relação ao mundo em geral. Por este motivo, a melhor maneira de saber quem somos além de praticara a autoanálise e o autoconhecimento é por meio de uma conversa com as pessoas que estão ao nosso redor.

O ser humano não é uma ilha e você pode perguntar às pessoas sobre o que é que elas acham de você depois de algum tempo de convivência e esperar pelas respostas. Certamente você precisa ir de coração aberto para receber o que a pessoa disser de positivo e de negativo para que você tenha uma noção plena de seus pontos fortes e pontos fracos. O que importa ao ouvir o que alguém tem a dizer sobre você é a maneira com a qual você vai lidar com o que lhe disserem. Encarar a realidade sobre quem somos é um dos primeiro passos para conseguirmos todas as coisas que desejamos.

Sabe, quando eu era mais novo era muito difícil para mim ouvir o que é que as pessoas tinham para me dizer porque eu sempre tive a impressão de quem quem falava coisas ruins sobre mim tinha inveja da pessoa que eu sou. Claro que algumas vezes é pura inveja, mas o tempo nos ensina a compreender a diferença entre um retorno para que você melhore e uma ofensa a fim de te difamar diante de outras pessoas. A sabedoria de saber ouvir e separar o que é um retorno em forma de crítica construtiva e uma difamação por motivo de inveja é algo que vem com tempo e experiência, mas quanto mais exposto você estiver a tais situações, mais rápido você vai aprender.

Tendo dito tudo isso, acho que posso tornar as coisas mais pessoais e talvez elas fiquem um pouco mais pesadas. Eu, por anos, não me considerei uma pessoa boa porque eu sou recluso e introspectivo na maior parte do tempo apesar de não ser uma pessoa tímida. Esta visão de que eu não era uma boa pessoa afetou minha vida de diversas formas e eu fico feliz que exista terapia para nos ajudar com questões pessoais que talvez sejam difíceis de enxergar.

Quando eu conversei com o meu terapeuta, com os meus amigos e com as pessoas que estão ao meu redor, eu percebi que as coisas que eu pensava sobre mim não eram totalmente verdade. O que mais me deixa perdido em relação a mundo como um todo é que nem sempre temos noção de como as pessoas nos veem porque ficamos inseguros o bastante para não perguntar o que realmente queremos saber sobre nós. Perguntar para as pessoas o que é que elas pensam sobre nós é diferente de se importar com tudo o que as pessoas falam.

Sempre foi importante para mim saber o que as pessoas que estão ao meu lado pensam sobre mim enquanto que saber o que pessoas distantes pensam pouco me impota. Seus amigos, sua família e seus colegas de trabalho são pessoas com as quais você deve se importar porque você passa a maior parte da sua vida ao lado de cada uma dessas pessoas além de serem pessoas que, na maioria das vezes, vão te dizer a verdade sobre o que perguntar e cabe a você decidir como lidar com o que lhe disserem.

Tudo o que acontece ao nosso redor nos molda de uma forma direta ou indireta. Nós precisamos abrir os olhos para aproveitar o melhor de cada uma das situações que acontecem em nossas vidas. Quando alguém se oferecer para lhe dar um conselho ou para lhe ajudar com alguma coisa, você pode simplesmente ouvir atenciosamente mesmo que você já conheça ou domine o assunto porque sempre haverá algum detalhe da experiência da pessoa com a situação que pode ser tão útil quanto o conhecimento prévio que você tem. Ouvir sobre algo é uma boa forma de aprender e confiar em seus instintos.

Uma vez que você sabe filtrar o que te dizem, reconhece suas qualidades positivas e negativas e compreende o que realmente importa para que você seja a pessoa que tanto deseja ser, as coisas ficam mais leves para você e para todo mundo que está perto de você. Eu entendo que é um processo constante de aprendizado e que cada pessoa leva um tempo para aprender uma mesma lição. O que realmente importa é ter em mente que o que você precisa fazer em relação a si mesmo é tão importante quanto aquilo que você quer deixar como legado no mundo.

Tudo o que você deixa no mundo são memórias para as pessoas que ficaram. Com o tempo cada uma delas vai lidar com as memórias de uma forma diferente até que a indiferença surja. Se você é o que acha que é, excelente! Você encontrou o seu caminho e deve segui-lo enquanto achar que este é o caminho correto para sua existência. Se você ainda não sabe quem ou o que você realmente é você poder seguir algumas das dicas deste semanário para refletir e encontrar um caminho com o qual você se identifique e se sinta confortável em seguir pelo resto da sua vida mundana.

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