Origem #01 – Bahxis, o Arcano

Os Dragões de Ayla são seres de poder incomparável. Nascidos da própria magia, os colossos eram confundidos constantemente com forças da natureza por conta de manifestação de suas essências que são capazes de moldar os arredores de seus covis. Inicialmente, os Dragões de Ayla eram criaturas ferais que agiam como bestas indomáveis e descontroladas. Suas ações eram instintivas como as de animais sem capacidade de raciocínio causando problemas para as criaturas inteligentes que habitavam o continente.

Em busca de uma solução para os ataques dos Dragões Bestiais, os Arcanos Neutros decidiram trazer equilíbrio criando dois dragões inteligentes. Ambas as criaturas receberam uma missão dos Arcanos Neutros. Elas deveriam liderar e ensinar os Dragões Bestiais a dominarem seus instintos e despertarem uma consciência para poderem interagir harmoniosamente com os demais habitantes dos continentes. A primeira delas da qual temos registros é Bahxis, o Arcano e esta é a história de origem.

Bahxis foi o primeiro Dragão Metálico de Ayla. Suas escamas feitas de platina reluziam sob a luz solar assim como seus olhos brancos e espectrais que emanavam o perfeito equilíbrio da bondade entre a ordem, a neutralidade e o caos. Bahxis foi o presente dos Arcanos de Evocador, Convergente e Conjurador aos Arcanos Bondosos para que o equilíbrio de poder fosse mantido entre eles. Ao despertar em Aylin, Bahxis começou a vagar em forma mortal com roupas simples pelo deserto sempre observando à distância tudo o que as civilizações mortais estavam desenvolvendo enquanto acompanhava o caos instaurado pelos Dragões Bestiais.

Após alguns séculos estudando o que os mortais faziam, Bahxis havia descoberto diversos covis de dragões nos quatro cantos do Continente do Eclipse conhecido atualmente como Aylin. Ele encontrou nesses covis alguns Ovos de Dragões Metálicos e levou consigo com o intuito de ensiná-los tudo o que aprendeu em seus anos de estudo observando a vida em Ayla. Mais alguns séculos se passaram e seus ensinamentos surtiram efeito em todos os seus cinco pupilos.

Liandra, a Generosa, a Draga de Bronze que ensinou os humanoides como sobreviver aos oceanos e sobreviver em regiões costeiras. Marduk, o Enigmático, o Dragão de Cobre que adorava conviver com contadores de histórias e crianças para contar piadas, brincar e criar jogos de adivinhação por meio de charadas. Ilanga, o Tagarela, o Dragão de Latão era apaixonado pelo nascer e pelo pôr do sol além de ser apaixonado por boas conversas com qualquer criatura que estivesse disposta a passar horas nesta atividade. Baruk, o Altruísta, o Dragão de Ouro que jurou seguir os passos de seu mentor além de fazer o que fosse preciso para eliminar qualquer força maligna que se recusasse a negociar a paz. Por último, Naíra, a Proativa, a Draga de Prata que sempre esteve disposta a auxiliar todos aqueles que ela via que necessitava de ajuda em qualquer tipo de tarefa.

Bahxis e seus pupilos caminhavam pelo mundo fazendo coisas para o bem das criaturas vivas, fossem elas humanoides ou não. Além de admirado pelos seus dragões aprendizes, o Dragão de Platina também era bem visto pelos mortais do continente que abraçaram os valores transmitidos por eles. Depois de muito tempo caminhando e instruindo seus pupilos até se tornarem Dragões Adultos, Bahxis os presenteou com covis em locais do agrado de cada um além de deixar uma missão para eles. Os Herdeiros de Bahxis, como ficaram conhecidos, deveriam guiar a vida mortal por meios de exemplos valorosos além de agir sempre em busca do bem maior para todos sob a liderança de Baruk e de sua futura linhagem. Todos concordaram e seguem esta tradição até hoje.

Após instruir seus aprendizes, o Dragão de Platina foi se reportar aos Arcanos a fim de dizer o que havia feito entre os mortais. O Abjurador, o Adivinhador e o Transmutador agradeceram pelo bom trabalho que ele havia feito, mas anunciaram que a missão dele ainda não terminara naquele momento e mostraram o que estava acontecendo do outro lado no treinamento dos outros Dragões Ferais. Enquanto Bahxis trabalhava para o bem da civilização, sua irmã de criação estava instigando a bestialidade dos Dragões Cromáticos ensinando a seguirem seus instintos com mais sabedoria de modo que o caos instaurado estivesse sob o controle das Feras de Ieva.

Ao ver o que sua irmã havia criado, Bahxis retornou ao mundo de Ayla a fim de impedir seus avanços, mas era tarde demais. As Feras de Ieva estavam devastando vilarejos em todo o continente e escravizando humanoides sem misericórdia. A gota d’água para o Dragão de Platina foi a morte de um dos filhos das tribos humanas por quem ele tinha certa afeição. Bahxis então reuniu seus Herdeiros e os orientou para auxiliarem cada uma das seis raças inteligentes. Baruk ficou responsável por auxiliar os humanos das Terras Crescentes, Liandra, Ilanga e Naíra migraram para o norte para auxiliarem os Anões, os Gnomos e os Pequeninos respectivamente nas Terras Cheias. Marduk foi para as Terras Novas prestar ajuda aos Elfos que ali viviam. Por fim, Bahxis foi para as Terras Minguantes orientar os Aasimar que não haviam experimentado o que estava para chegar em sua cidade sagrada.

Logo que os dragões se posicionaram no continente, a Guerra das Feras teve início. Bahxis não almejava um conflito, mas Ieva não lhe deixou escolha. Os dois Generais Arcanos se confrontaram inúmeras vezes através dos séculos enquanto a guerra perdurou. O conhecimento de ambos era equiparável e o conflito parecia não ter fim. No entanto, quando Ieva foi traída pelo seu braço direito que se aliou a Bahxis, um breve período de trégua aconteceu, mas a guerra estava longe de acabar.

Esperançoso, Bahxis decidiu se exilar com Ieva nas profundezas de Ayla para que seus poderes e conhecimentos não fossem acessados por qualquer criatura mortal inteligente. Alguns acreditam que eles ainda habitam nas profundezas e são os responsáveis por mover as correntes marítimas até os dias de hoje. O exílio foi uma armadilha do Traidor de Ieva para prender os primeiros dragões a fim de conquistar poderes antivida de Essência Necrótica.

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